A Copa da Mundo é nossa – 7 anos depois

11 set

Esse texto foi escrito quanto ainda havia alguma esperança por parte do autor de que haveria lisura, mesmo que ínfima, nesse país.

 

Pelas minhas pesquisas o que eu descobri foi que não existe um consenso se a realização de mega eventos esportivos como a Copa do Mundo de Futebol e as Olimpíadas  são realmente benéficos para o país realizador sob o ponto de vista econômico ou social.

            Com a definição de que o Brasil será o responsável juntamente com a iniciativa privada de realizar estes próximos grandes eventos respectivamente em 2014 e 2016, gerou-se ou gera-se uma expectativa de que o retorno seja maior que o investimento.

            Falando em valores, estima-se que a próxima Copa a ser realizada no Brasil demande um investimento superior aos 40 bilhões de reais. Esse investimento destina-se tanto para a manutenção, reforma, e construção de estádios como para melhoria da infraestrutura hoteleira, de transportes e também para garantir a segurança do evento.

            Tem sido dito que em países de primeiro mundo que logram realizar eventos de tal magnitude, os benefícios e mudanças econômicas não são notados de forma tão latente quanto nos casos em que tais eventos são realizados em países em desenvolvimento.

            A Copa do Mundo mais expressiva com relação a números e recordes foi a Copa realizada nos Estados Unidos da América em 1994, vencida pelo time brasileiro. No entanto não é um consenso que essa tenha sido benéfica para o país. Pode-se ainda argumentar que o beneficio de tal copa tenha sido popularizar o esporte nos EUA. Mas não é o que se nota quando depois de 16 anos desde de sua realização ainda vemos o futebol, (ou soccer como os americanos o chamam), ainda engatinhando.

            Estima-se que a Copa do Mundo a ser realizada no Brasil irá gerar cerca de 300 mil empregos permanentes e aproximadamente o mesmo número em empregos temporários. Além disso, deve-se levar em conta que os investimentos feitos em Infraestrutura serão legados pela população.

            No entanto segundo um especialista britânico em finanças, com frequência o que se vê antes da realização de tais eventos é que o país sede tem expectativas superestimadas, que invariavelmente não se concretizam. Especialmente com relação ao incremento no número de turistas que, apregoa-se, elevam o número do consumo durante tais eventos.

            Na África do Sul antes da Copa realizada no país, já havia a perspectiva de que os grandes estádios construídos para a disputa se tornariam enormes “elefantes brancos.”

            Já com relação ao aspecto social é inegável que para o Brasil a Copa de 2014, independentemente de o time nacional vencer ou não, será motivo de orgulho para o povo, desde que seja bem organizada e principalmente que haja regulamentação rígida com respeito ao gasto da verba pública.

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