O Brasil e a Antártica

6 abr

O Brasil está instalado no continente antártico desde 1984, sendo que a primeira viagem oficial do país aconteceu no verão de 1982-1983. O Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) foi iniciado em janeiro de 1982. Nossa base no continente, a Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) tem, portanto quase 30 anos de uso.

A base sofreu diversas modificações ao longo dos anos, no entanto, não é a última palavra no quesito modernidade. Uma das informações que agora circula, muito em função do acidente, é sobre a redução de investimentos no PROANTAR nos últimos tempos.

Quando do acidente, sabidamente havia na base um número maior de pessoas do que sua capacidade declarada é capaz de suportar.

O acidente veio em um momento já delicado. Algum tempo antes da tragédia na base, uma chata (embarcação usada para transporte de combustíveis) afundou quando se aproximava da base. Temia-se que o combustível transportado pela chata pudesse causar danos ao meio ambiente em caso de vazamento. Pouco tempo depois, não obstante, a embarcação foi resgatada com o apoio da Petrobrás.

O fato de o incidente não ter sido tratado pela imprensa, pesou negativamente na conta do governo quando o assunto foi abordado, já depois do caso da EACF.

O recente incidente na EACF trouxe à tona uma discussão sobre os benefícios de tal empreendimento, sabendo-se de forma preliminar, que a reconstrução da base e a manutenção do PROANTAR exigirão milhões de reais e muitos anos ininterruptos de trabalho árduo além da formulação de parcerias (o Chile já se prontificou a ajudar).

Em favor da manutenção de uma base na Antártica, existe o argumento baseado na potencialidade do continente.

A Antártica já fez parte da grande massa de terra conhecida como Pangeia e há milhões de anos atrás se encontrava em uma zona de clima temperado. Especialistas afirmam que existe uma enorme capacidade mineral e energética no continente. Isso sem mencionar na imensa reserva de água doce que existe lá (cerca de 80% da água doce disponível na superfície da Terra!).

Quando o Tratado da Antártica foi formulado e entrou em vigor (no final da década de 1950 e início da década de 1960), existia uma série de países que faziam reinvindicações territoriais sobre o continente. Essas reinvindicações foram apaziguadas à época com o Tratado, que inaugurou uma incomum (pelo menos em termos de Guerra Fria) esfera de cooperação internacional. Em 1991, houve uma melhor especificação do Tratado da Antártica no que se refere à proteção ambiental, que ficou conhecida como o Protocolo de Madri, que é válido por 50 anos. Como o protocolo entrou em vigor em 1998 sua validade expira em 2048 e até lá o cenário é incerto. Sendo assim uma base e a participação efetiva na exploração cientifica da Antártica, em tese, garante uma fatia do continente se um dia houver partilha de seus recursos e território.

Fontes:

Wikipedia

PROANTAR

Revista INFO

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