Guerra no Afeganistão – A Guerra ao Terror

20 jul

            Na noite do dia 11 de Setembro de 2001 enquanto o mundo, pasmo, ainda  tentava compreender a extensão da tragédia causada pelo terrorismo, George W. Bush veio a público para falar à nação norte americana. O discurso, que inaugurou o que veio a ser conhecido como a Doutrina Bush, enumerou que a partir daquele momento os EUA não fariam mais distinção entre os grupos terroristas e as nações que por ventura viessem a abrigá-los ou dar-lhes qualquer tipo de suporte. As ações preemptivas passaram então a integrar a estratégia norte americana. Foi inaugurado aí o mega projeto intitulado como Guerra ao Terror.

            Quando dos atentados perpetrados pela Al Qaeda contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia em 1998, já existia no alto escalão governamental americano a disposição de se agir com mais rigidez contra a ameaça terrorista que se avultava no horizonte. Poder-se-ia argumentar que as ações autorizadas pelo então presidente Bill Clinton[1], foram risíveis, e de fato, dentro dos círculos internos da administração Bush que a sucedeu, foram assim, mesmo que de forma dissimulada, qualificadas.

            Certo é que à época dos atentados contra aos EUA e mesmo ante  já haviam planos de Washington para derrubar o governo Talibã e capturar ou matar Bin Laden.

            No entanto até o fatídico dia 11 de Setembro de 2001, pouco foi feito. Existia desde a virada do milênio o sentimento de insegurança que se seguiu aos alertas de possíveis ataques que foram emitidos pelos órgãos responsáveis pela segurança nacional norte americana. Além disso um montante considerável de informações sobre a Al Qaeda, seus líderes e sua atuação dentro do território afegão com o apoio do governo instaurado pela milícia Talibã, havia sido reunido, muitas vezes sob a forma de relatórios que acabaram por um motivo ou por outro sendo relegados.

            Tudo no entanto mudou, de forma trágica e inesperada com os ataques contra as Torres Gêmeas em Nova York e contra o Pentágono em Washington D.C. O que  se viu então foi uma sucessão de ações da cúpula governamental da administração Bush que vieram a culminar com o lançamento em Novembro de 2001 na operação Liberdade Duradoura.

            Existia um consenso de que se necessário fosse os EUA iriam até sozinhos para a guerra.  Como é sabido o governo americano, muito pelos esforços do então secretário de Estado Collin Powell, conseguiu tecer uma intrincada coalizão dentro de um panorama de interesses muito ímpar e de equilíbrio frágil. No entanto, a empreitada  se deu sem o aval da Organização das Nações Unidas.

            Os ataques no território afegão começaram no dia 07 de Outubro de 2001.


[1]Clinton limitou-se a utilizar alguns misseis de longo alcance contra alvos da Al Qaeda e nunca deu para a CIA a tão esperada ordem de executar Bin Laden, o que diga-se, teria  sido inconstitucional.

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