A insurgência como um fenômeno do conflito moderno

7 jul

                A insurgência tem sido uma grande fonte de problemas para os arquitetos da guerra moderna. O combate à insurgência requer o uso de táticas não convencionais o que torna o seu emprego dispendioso, e por várias vezes arriscado para ser efetuado na escala necessária para se gerar efeitos duradouros.

            Insurgência pode ser definida como o alinhamento de grupos que buscam destronar as autoridades constituídas de um certo território e subverter a ordem estrutural do mesmo. Por de traz deste alinhamento existem concepções ideológicas que podem ter características políticas, econômicas, religiosas, ou mesmo mais do que uma destas, que são utilizadas para fomentar as ações de tais grupos. As insurreições se utilizam de métodos coercitivos baseados na força armada e possuem forte apelo junto à população.

             Deve-se levar em consideração que o fenômeno possui várias facetas. Podemos subdividir a insurgência segundo seu alcance e objetivos. Temos então:

Insurgência local – segundo dados de 2007 as insurgências locais representam a forma mais comum do fenômeno correspondendo a cerca de 60% do total de insurgências mundiais. Um bom exemplo de insurgência local é o conflito perpetrado atualmente na Colômbia pelas FARC.

Insurgência local/internacional – são as subversões de alcance local mas que recebem suporte internacional. Os próprios EUA auxiliaram tal tipo de insurreição através da Central Intelligence Agency (CIA), ao longo dos anos.

Insurgência global/local – uma junção entre as agendas local e internacional dos insurgentes altera o escopo da luta local e pode transformar a insurgência em um fenômeno regional. Esse tipo possui fortes conotações do radicalismo islâmico, mas não se limita a este pano de fundo.

Insurgência global – o nome é autoexplicativo. Aqui o alcance do esforço é global. Um bom exemplo foi a luta armada conduzida por Ernesto Che Guevara na América do Sul. Ou mesmo a Jihad global, sonho dos radicais islâmicos.

                Críticos tem sido enfáticos ao considerar as propostas da politica de contra insurgência levada a cabo pelos EUA. Especialmente nos últimos anos, tanto no Afeganistão como também no Iraque.

         A percepção sobre como reagir a tais táticas parecem confundir por demais (evidentemente a subversão executada pelos insurgentes visa essa confusão como meta) os responsáveis pela tomada de decisão em Washington.

               No início dos combates no Afeganistão após o 11 de Setembro, sabia-se dentro da administração Bush que o conflito teria de ser travado em outros termos. Termos à que os americanos não estavam, (e pode-se argumentar aqui com efeito que ainda não estão, pelo menos não plenamente), acostumados.

            Apesar do enorme poderio militar americano, como combater micro combates, ou uma guerra fantasma? Como usar por exemplo o arsenal nuclear (o que por mais absurdo que possa parecer foi aventado entre o fim de 2001 e início de 2002 pelo governo Bush) contra ‘homens das cavernas’ no pobre e atrasado Afeganistão?

            Esta é a guerra de guerrilha. A mesma que havia ferido o orgulho nacional de forma tão dura nos anos da derrota no Vietnã.

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