O couro das bestas

23 dez

E então, milênios depois ainda nos assentamos sobre o couro animal.

O “homo sapiens”, de tantas honrarias concedidas por si próprio e a si próprio.

Cômicas epopéias de uma história de tez linear, fugaz perante o aprofundamento da análise.

Mas…voltemos ao couro!

Quando dominávamos de maneira ainda rústica sobre as bestas do campo,

inerente foi a percepção de que  a dominação era restrita, e inglória

se não gerasse admiração ou, conforme o sub consciente implorava em silêncio,

temor.

Então, qual é a diferença?!

Assentado sobre bancos de couro, os cavalos ficam escondidos pelo revestimento,

mas ainda estão lá.

Bestas, bestiais em toda a sua bestialidade.

Todos os sentimentos ainda estão lá.

As aventuras, as glórias auto logradas, a admiração alheia

e claro a prerrogativa ansiada do temor.

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